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Veja 7 cuidados para a especificação correta da fonte chaveada

Veja 7 cuidados para a especificação correta da fonte chaveada

7 novembro 2017

Ao escolher uma fonte chaveada é preciso prestar atenção em alguns detalhes que farão diferença para a segurança e vida útil do componente. Estas observações são importantes quando você fizer a especificação correta das características técnicas e depende de onde a fonte chaveada será instalada.


Saiba o que você não pode esquecer ao especificar corretamente sua fonte:

  1. Tensão de entrada: a tensão de alimentação deve ser especificada conforme a tensão da rede do local onde a fonte será instalada. É importante verificar os limites das variações. Usualmente especifica-se variações de mais ou menos 20%. A frequência, no caso de alimentação em Corrente Alternada, faz com que a ondulação das tensões de saída (Ripple) fique maior em 50Hz, caso a fonte esteja preparada para  operar somente em 60Hz.

    2. Inrush da corrente de entrada: a corrente máxima de inrush (corrente de partida da fonte) deve ser observada para que as proteções (disjuntores, fusíveis etc) da instalação da rede de alimentação não atuem.

    3. Tensões  e correntes das saídas: a especificação das tensões e correntes deve levar em conta a necessidade da regulação exigida pela carga. A saída principal, ou no caso de uma única saída, normalmente possui uma regulação de 1%. O mesmo percentual ocorre para o ripple. Para as demais saídas, caso existam, é normal que tanto a regulação como o ripple sejam maiores que 2%.
    É importante também verificar se a carga não demanda picos de corrente acima da corrente nominal ou média da fonte. Em caso de existência de picos, como em cargas como motores CC, será necessário verificar a capacidade de corrente da saída para a condição de consumo intermitente.

    4. Temperatura ambiente de trabalho: a temperatura é o fator de maior contribuição para a redução da vida útil da fonte. Especificar a potência da fonte de modo que seja duas vezes maior do que a potência demandada pela carga, é uma forma de se obter maior vida útil dos componentes eletrônicos que compõem a fonte (os capacitores eletrolíticos são os itens mais susceptíveis a temperatura).

    Fontes que utilizam ventilação forçada embora permitam uma vida útil mais longa dos componentes, dependem da vida útil do ventilador (ventiladores de rolamento possuem um MTBF – período médio entre falhas, de 50.000h).

    5. Isolação: há dois níveis de isolação que são muito importantes em uma fonte chaveada: a isolação da entrada, entre a alimentação e o terra e a isolação entre a entrada e a saída. Para a isolação de entrada deve-se garantir que seja de no mínimo 1500V. Esta isolação é medida entre o fase e o terra e entre o neutro e o terra. Já a isolação entre a entrada e a saída deve ser, de no mínimo, 3000V. Esta isolação é garantida por um bom layout da placa de circuito impresso, pela construção correta do transformador e pela utilização de um bom optoisolador no circuito de realimentação. A falha de qualquer uma das duas isolações pode causar a morte do usuário.

    Para entrada em CC a isolação dependerá do valor da tensão de entrada. Com tensões CC em níveis SELV (baixa tensão segura – menor que 60Vcc) a isolação não é crítica e pode ter níveis abaixo dos já mencionados.

    6. Normas Técnicas: as normas técnicas mais usuais são as de segurança e de compatibilidade eletromagnética. As normas de segurança exigirão a isolação e aspectos mecânicos como questões principais. As normas de compatibilidade eletromagnética irão exigir o atendimento de limites de emissão usando para isto referências como a CISPR22.

É importante mencionar que a fonte é um componente de outro sistema elétrico ou eletrônico. Portanto, o atendimento das normas de compatibilidade eletromagnética pela fonte não garante o atendimento pelo produto completo onde ela será instalada.

         7. Proteções: as proteções usuais de uma fonte são a proteção de curto-circuito na(s) saída(s) e curto-circuito interno (fusível). Existem outras proteções como de sobrecorrente na(s) saída(s), sobretensão tanto na(s) saída(s) como na entrada e sobre temperatura. Além disso, é comum que muitas fontes tenham sinais de habilitação/desligamento em função de eventos externos.

Observando estes 7 cuidados listados, você evita danos à fonte chaveada e será possível garantir pouco ou quase nenhum transtorno futuro.

A CEBRA é especialista em projetar, desenvolver e fabricar fontes chaveadas, além de possuir fontes de empresas parceiras para o fornecimento. Consulte-nos para oferecermos a melhor solução para sua necessidade.

 

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